terça-feira, 6 de setembro de 2011

Manipulação dos meios de comunicação de massa


           






      Mídia são formas ou meios de comunicação através da interlocução de um primeiro instante (interlocutor) para um segundo instante (receptor). Só que diferente de uma comunicação “normal” (pessoalmente) em que o receptor tem chance de responder a informação recebida, infelizmente na relação entre indivíduos que mídia provoca isso não acontece.

            A mídia é sem dúvida o maior meio de comunicação e formação de opinião pública. Estas características deveriam ser conduzidas com muito cuidado, pois a mídia, mais especificamente a TV, rádio e jornais são os mediadores entre o Estado e a classe dominante, onde seu maior objetivo é defender os interesses dessas classes sociais. “Voltada para uma sociedade de consumo, o seu objetivo está longe de ser liberal e esclarecedor.” (Márcia Tranzillo) Produtora de imagens, a TV ganha um grande poder no que seria o tipo ideal na vida das pessoas, manipula seus pensamentos no que diz respeito à moralidade e valores, pré impõe uma cultura, conformismos e opressão de opiniões. Ou seja, a TV nesse modo manipulador ela aliena o telespectador criando realidades e até mesmo problemas sociais.      

            Os meios de comunicação de massa têm o papel de difundir idéias e informações. Intimamente ligado a política, a TV é capaz de manipular a opinião pública através de programas, novelas e noticiários criando ou mostrando a realidade como eles querem mostrar. Criando assim uma forma de conformismo. De um modo funcionalista as pessoas aceitam aquilo que lhes é passado como verdade e que acontece por um processo natural da vida, “porque tem que acontecer”, não tendo uma avaliação crítica ou ao menos o interesse em averiguar se o que lhe foi passado tem embasamento de verdade.

            As criações desses tipos de programas servem justamente para distrair a atenção do telespectador do que realmente importa se interessar como: política, economia e outras fontes de cultura e lazer, para noticiários sensacionalistas, programas que se debruçam emocionalmente do telespectador, como no caso de novelas, ou programas que se camuflam como a verdadeira demonstração do real, mas que no fundo são também manipulados como acontece nos Reality Shows. Segundo Marie Shinkai, “Os veículos comunicativos fazem isso se baseando no fato de que as pessoas têm um limite de percepção e atenção e que, saturadas por um centro de informações que apelam para as emoções e sentimentos, não lhes sobra espaço nem tempo para receber outras idéias.”

Neste último caso do Reality Show, é outra forma muito funcionalista de criar um “padrão de vida” (casa bonita, pessoas bonitas, comidas gostosas, ótimos eletrodomésticos) para que a população consuma também. Como as pessoas se baseiam naquilo que os outros estão consumindo na TV, acham que é possível para elas também, o que na maioria das vezes não é verdade, elas tomam essas informações para si como se fosse à razão absoluta.
                   
                        Para finalizar, o funcionalismo encontra-se em toda essa forma de pensar do que nos é mostrado na TV, tudo é natural e progressivo, onde seria inevitável esse modo de vida, e que devemos consumir e ter um padrão de vida que é criado pela ficção para realizar-se pessoalmente. “O que deve ser feito é promover além da fundamental importância que tem a disponibilidade de educação de qualidade a todos, é a descentralização dos meios de comunicação, e fazer com que a população busque cada vez mais o por quê de se acreditar naquilo que os meios de comunicação querem que os indivíduos acreditem, para só assim os indivíduos possam realmente ‘enxergar’, desta vez com os olhos, o verdadeiro campo de informação que os cercam.” (Marie Shinkai)