Mídia
são formas ou meios de comunicação através da interlocução de um primeiro
instante (interlocutor) para um segundo instante (receptor). Só que diferente
de uma comunicação “normal” (pessoalmente) em que o receptor tem chance de
responder a informação recebida, infelizmente na relação entre indivíduos que
mídia provoca isso não acontece.
A
mídia é sem dúvida o maior meio de comunicação e formação de opinião pública. Estas
características deveriam ser conduzidas com muito cuidado, pois a mídia, mais
especificamente a TV, rádio e jornais são os mediadores entre o Estado e a
classe dominante, onde seu maior objetivo é defender os interesses dessas
classes sociais. “Voltada para uma sociedade de consumo, o seu objetivo está
longe de ser liberal e esclarecedor.” (Márcia Tranzillo) Produtora de imagens,
a TV ganha um grande poder no que seria o tipo ideal na vida das pessoas,
manipula seus pensamentos no que diz respeito à moralidade e valores, pré impõe
uma cultura, conformismos e opressão de opiniões. Ou seja, a TV nesse modo
manipulador ela aliena o telespectador criando realidades e até mesmo problemas
sociais.
Os
meios de comunicação de massa têm o papel de difundir idéias e informações.
Intimamente ligado a política, a TV é capaz de manipular a opinião pública
através de programas, novelas e noticiários criando ou mostrando a realidade como
eles querem mostrar. Criando assim uma forma de conformismo. De um modo funcionalista
as pessoas aceitam aquilo que lhes é passado como verdade e que acontece por um
processo natural da vida, “porque tem que acontecer”, não tendo uma avaliação
crítica ou ao menos o interesse em averiguar se o que lhe foi passado tem
embasamento de verdade.
As criações desses tipos de programas
servem justamente para distrair a atenção do telespectador do que realmente
importa se interessar como: política, economia e outras fontes de cultura e
lazer, para noticiários sensacionalistas, programas que se debruçam
emocionalmente do telespectador, como no caso de novelas, ou programas que se
camuflam como a verdadeira demonstração do real, mas que no fundo são também manipulados
como acontece nos Reality Shows. Segundo Marie Shinkai, “Os veículos
comunicativos fazem isso se baseando no fato de que as pessoas têm um limite de
percepção e atenção e que, saturadas por um centro de informações que apelam
para as emoções e sentimentos, não lhes sobra espaço nem tempo para receber
outras idéias.”
Neste último caso do Reality Show, é outra forma muito funcionalista de criar um “padrão de vida” (casa bonita, pessoas bonitas, comidas gostosas, ótimos eletrodomésticos) para que a população consuma também. Como as pessoas se baseiam naquilo que os outros estão consumindo na TV, acham que é possível para elas também, o que na maioria das vezes não é verdade, elas tomam essas informações para si como se fosse à razão absoluta.
Para finalizar, o funcionalismo
encontra-se em toda essa forma de pensar do que nos é mostrado na TV, tudo é
natural e progressivo, onde seria inevitável esse modo de vida, e que devemos
consumir e ter um padrão de vida que é criado pela ficção para realizar-se
pessoalmente. “O que deve ser feito é promover além da fundamental importância
que tem a disponibilidade de educação de qualidade a todos, é a
descentralização dos meios de comunicação, e fazer com que a população busque
cada vez mais o por quê de se acreditar naquilo que os meios de comunicação
querem que os indivíduos acreditem, para só assim os indivíduos possam
realmente ‘enxergar’, desta vez com os olhos, o verdadeiro campo de informação
que os cercam.” (Marie Shinkai)

